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Guarda Compartilhada: Mitos e Verdades que Você Precisa Conhecer

  • Foto do escritor: Thiago do Espírito Santo Souza
    Thiago do Espírito Santo Souza
  • 10 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

A guarda compartilhada é um assunto que frequentemente gera confusão e desinformação entre os pais. Muitos acreditam em ideias equivocadas que podem influenciar decisões importantes sobre a vida de seus filhos. Neste artigo, vamos esclarecer os principais mitos sobre a guarda compartilhada e explicar como esse modelo funciona na prática no Brasil.


O Que É Guarda Compartilhada?


A guarda compartilhada é um arranjo legal onde ambos os pais exercem a responsabilidade sobre as decisões importantes relacionadas aos filhos, como saúde, educação e bem-estar. Conforme o artigo 1.583 do Código Civil Brasileiro, esse modelo busca priorizar o melhor interesse da criança. A ideia central é que ambos os pais compartilhem e colaborem na criação dos filhos, mesmo que não vivam mais juntos.


Close-up view of legal documents on a table
Documentos legais relativos à guarda compartilhada

Mito 1: Guarda Compartilhada Significa Tempo Igualmente Dividido


Um dos maiores equívocos sobre a guarda compartilhada é a crença de que a criança precisa passar exatamente metade do tempo com cada pai. Embora a divisão de tempo possa ser um aspecto da guarda compartilhada, o mais importante é a colaboração para decisões que impactam na vida da criança.


Por exemplo, uma rotina de visitas pode ser ajustada conforme a realidade de cada família. Se um pai trabalha em horários irregulares, ou mora longe, é perfeitamente aceitável que o tempo de convivência não seja igual. O essencial é que ambos os pais se comprometam a participar ativamente da vida do filho, independentemente da quantidade de tempo que passam juntos.


Eye-level view of a child playing with toys in a comfortable living room
Criança brincando em casa

Mito 2: Pensão Alimentícia Ainda é Obrigatória


Outro mito comum é a ideia de que a guarda compartilhada elimina a obrigação de pagar pensão alimentícia. Isso não é verdade. O valor da pensão é calculado com base na capacidade financeira de cada genitor e nas necessidades da criança.


A guarda compartilhada visa garantir que ambas as partes contribuam para o bem-estar, mas isso não significa que um dos pais está isento de recorrer a pensões alimentícias. Um acordo financeiro não depende do modelo de guarda, e a ajuda financeira ainda é fundamental para oferecer à criança uma vida equilibrada e saudável.


Mito 3: Conflito Entre os Pais Não Impede a Guarda Compartilhada


Um erro comum é pensar que a guarda compartilhada só é viável quando os pais têm um bom relacionamento. A verdade é que, conforme a Lei 13.058/2014, a guarda compartilhada deve ser a norma, mesmo em situações de discordância.


O sistema legal reconhece que o mais importante é o desenvolvimento emocional da criança. Portanto, mesmo que os pais não se deem bem, o principal objetivo é garantir que a criança tenha um ambiente estável e amoroso, nutrindo laços com ambas as figuras parentais.


Para isso, é sempre recomendável que os pais busquem mediação e alternativas de resolução de conflitos. O foco deve ser sempre no bem-estar da criança e na coexistência pacífica entre os pais.


High angle view of family discussing child custody arrangements
Família discutindo sobre a guarda compartilhada

Como Funciona a Guarda Compartilhada na Prática?


Assim, como percebemos, a guarda compartilhada envolve muito mais do que apenas a divisão física do tempo. Alguns pontos a considerar sobre como ela funciona na prática incluem:


  1. Decisões em Conjunto: Ambos os pais devem trabalhar juntos em decisões que envolvam educação, saúde e lazer da criança.


  2. Flexibilidade: A programação deve ser flexível, permitindo ajustes conforme a rotina de cada pai e as necessidades da criança.


  3. Comunicação Açoiada: A comunicação eficaz entre os pais é crucial para manter o bem-estar da criança. Isso pode envolver reuniões regulares ou o uso de aplicativos que facilitam o planejamento.


  4. Apoio Profissional: Em casos de conflito, psicólogos e advogados especializados podem oferecer suporte para facilitar a convivência e garantir o melhor interesse da criança.


Considerações Finais sobre a Guarda Compartilhada


A guarda compartilhada é uma excelente opção que promove a convivência familiar equilibrada, mas ainda gera muitas dúvidas entre os pais. É vital que ambos os genitores se informem corretamente e busquem orientação jurídica quando necessário. Se você tem questões sobre direitos parentais ou precisa de apoio, não hesite em procurar ajuda de um especialista.


Através da compreensão e desmistificação dos equívocos sobre a guarda compartilhada, os pais podem tomar decisões mais informadas que beneficie suas crianças. Priorizar as necessidades delas deve ser o objetivo maior.


Se você precisar de aconselhamento sobre situações específicas ou orientação jurídica, entre em contato conosco.


Wide angle view of children playing with parents outdoors
Crianças brincando com os pais do lado de fora

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